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Lucro real ou presumido: qual é o melhor para sua empresa?

Uma das decisões mais importantes que um empreendedor deve tomar é a respeito do regime tributário que irá escolher para seu negócio. Há uma série de implicações em se adotar o lucro real ou presumido, mas nem todos estão por dentro de quais são elas.

Pensando nisso, preparamos este artigo para que você possa saber mais sobre o que é cada um deles e quais são as principais razões para se adotar um ou outro. Continue a leitura!

Lucro Real

O lucro real é o regime geral para se calcular o imposto de renda devido e a contribuição social sobre o lucro líquido, IRPJ e CSLL respectivamente, das empresas. É um regime mais complexo em que a apuração do IRPJ e da CSLL se dá a partir do lucro contábil registrado, sofrendo ajustes de acordo com o que diz a legislação. Esse acerto inclui as adições e exclusões fiscais observadas no período.

Há também a possibilidade de que a empresa registre prejuízo e, nesse caso, o imposto de renda não deverá ser pago. Por isso, esse regime costuma ser vantajoso para negócios que operam com margens negativas ou muito baixas.

Mas, para se tomar essa decisão, é preciso fazer o estudo também do PIS e a COFINS, já que eles são impactados pelo regime escolhido. As alíquotas são consideravelmente maiores (1,65% e 7,60%, respectivamente) em virtude da chamada não cumulatividade. Esses percentuais mais altos são compensados pela possibilidade de deduções como aluguéis pagos a outras empresas, taxas de leasing, dentre outros.

Existem algumas empresas que são obrigadas, por lei, a adotar o regime de lucro real, não cabendo escolha. Entre elas estão os bancos dos mais diversos tipos, e organizações que obtêm lucro com atividades diretamente exercidas no exterior (o que não é o caso de empresas exportadoras).

Lucro Presumido

O lucro presumido é um regime relativamente mais simples de se calcular o IRPJ e o CSLL nas empresas. Os percentuais são aplicados sobre a receita operacional bruta (ROB), somando-se a ela outros faturamentos como receitas financeiras e valores oriundos, por exemplo, de aluguéis.

Dessa forma, não se considera o lucro contábil e sim uma estimativa aproximada a partir de percentuais pré-definidos conforme a atividade. Há também diferenças nesses percentuais em se falando de IRPJ e CSLL. Por exemplo, no caso dos prestadores de serviço, o lucro é estimado em 32% da ROB para o cálculo de ambos. Já nas empresas comerciais, o valor é de 8%.

Nenhuma empresa é obrigada a adotar esse regime. Por isso, é importante fazer a avaliação tributária e avaliar em que casos ele é mais vantajoso.

Principais diferenças entre lucro real e presumido

Como vimos, excetuando alguns tipos de empresas que têm obrigação legal de adotar o regime de lucro real.

O cálculo do lucro real é mais complexo, pois depende da apuração de todo o demonstrativo do resultado do exercício (DRE) e de uma correta apuração contábil. Ele dá margens para que se tenham mais dificuldades junto a eventuais fiscalizações.

Já o lucro presumido é mais fácil de ser calculado, pois é independente do apontamento dos custos e das despesas. Porém, é importante ficar atento já que, nas empresas com margens baixas, ele tende a ser um regime no qual se pagará mais impostos. O mais importante é fazer uma análise da questão tributária do negócio para aproveitar os benefícios daquele regime que seja mais apropriado.

E se você precisar de ajuda para decidir entre lucro real ou presumido, ou mesmo para rever o sistema que está adotando, a X7 Consultoria conta com toda a expertise para te dar o suporte nessa questão. Contamos com um time experiente e preparado, voltado a buscar as melhores soluções tributárias para nossos clientes. Entre em contato conosco!