Gestão Fiscal e Tributária

Como reduzir a carga tributária em sua empresa? Saiba o que fazer!

Reduzir carga Tributária Empresa

Um dos principais desafios de todo empreendedor no Brasil é lidar com a alta carga tributária em sua empresa. Além de todo o cenário concorrencial, de ter que estar sempre inovando e oferecendo melhores produtos ou serviços aos clientes, é preciso estar atento para pagar os impostos corretamente e também usar as oportunidades que a legislação oferece para reduzir a carga tributária.

Muito embora esse seja um complicador na gestão de qualquer negócio, é possível atuar para minimizar os impactos da carga tributária, aumentando as margens de lucro. Neste artigo, você poderá conhecer alguns métodos para alcançar esse objetivo. Vamos lá?

Como funciona a carga tributária das empresas no país?

O Brasil tem um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. São diversas legislações na esfera federal, estadual e municipal, e que variam de acordo com o segmento de atuação. Há também questões que devem ser observadas por quem produz em um estado e vende em outro, por exemplo.

Existem impostos que incidem sobre o faturamento das empresas, sobre a compra de insumos e equipamentos, sobre o lucro. Também os impostos cobrados dos consumidores quando há a troca de propriedade dos bens e mercadorias. Ou seja, esse é sem dúvidas um grande obstáculo que os empreendedores precisam superar para alcançar o sucesso.

Como reduzir a carga tributária em sua empresa?

Por ser tão complicado, esse sistema abre margem para inúmeras oportunidades. É preciso entender a natureza do negócio, (entrar no DNA da operação do cliente)! Observar quais são as operações envolvidas e buscar alternativas de ganho fiscal conforme seja possível, dentro dos limites legais.

Determine o melhor regime para o cálculo dos tributos

Existem, basicamente, três regimes utilizados para a apuração de tributos no país. O simples nacional, o regime de lucro real e o de lucro presumido.

O primeiro é bastante especifico, válido para aquelas empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano e que tem CNAE de acordo com uma lista permitida. É realmente menos complexo e custoso. Por isso, é importante observar se sua empresa se enquadra e fazer o possível para mantê-la nessa situação, caso se aplique.

O lucro real é o regime geral. É inclusive obrigatório em alguns casos. Também é o mais complexo, pois demanda alto grau de eficiência na apuração contábil. Normalmente, é vantajoso para empresas que apresentam margens baixas ou prejuízo.

O regime de lucro presumido é mais fácil de ser calculado que o real, pois parte de percentuais pré-estabelecidos que incidem sobre a receita bruta. Além de menor esforço para a apuração, ele costuma apresentar uma carga mais reduzida para os negócios de altas margens de lucro.

Invista na terceirização

A recente reforma trabalhista que aconteceu no Brasil, abriu ainda mais as possibilidades para a terceirização de atividades. Hoje, é possível repassar a execução de uma série de rotinas de apoio e até mesmo algumas relacionadas às suas atividades afins.

Isso reduz sensivelmente a quantidade de encargos trabalhistas e previdenciários normalmente pagos, bem como também o de alguns outros tributos que podem incidir em seu negócio.

Esteja atento às melhores condições oferecidas por localidade

Você já deve ter visto notícias sobre grandes empresas que encerram suas operações em um determinado estado e investem para construir uma nova unidade em outro. Na maior parte das vezes, isso acontece por benefícios fiscais.

Se sua empresa tem mobilidade, busque por aquela alternativa de instalação que está disposta a te oferecer alíquotas menores naqueles tributos que realmente fazem a diferença em suas margens. Em alguns casos, é possível conseguir esse tipo de negociação até mesmo com cidades vizinhas e uma mudança apenas da sede, já pode ser suficiente para reduzir incidência de tributos.

Por isso é tão importante investir no planejamento das ações visando reduzir a carga tributária da empresa. Contar com uma consultoria especializada de tempos em tempos pode ajudar a fazer essa avaliação, já que traz conhecimento sempre atualizado para dentro do negócio. Muitas vezes, mudanças simples podem gerar grandes resultados.

E agora que você descobriu o que deve adotar para reduzir os impostos de maneira legal, talvez se interesse também por conhecer as vantagens da se fazer a revisão tributária regularmente! Mais informações, entre em contato conosco clicando aqui.

Gestão Fiscal e Tributária

Lucro real ou presumido: qual é o melhor para sua empresa?

Lucro real ou presumido

Uma das decisões mais importantes que um empreendedor deve tomar é a respeito do regime tributário que irá escolher para seu negócio. Há uma série de implicações em se adotar o lucro real ou presumido, mas nem todos estão por dentro de quais são elas.

Pensando nisso, preparamos este artigo para que você possa saber mais sobre o que é cada um deles e quais são as principais razões para se adotar um ou outro. Continue a leitura!

Lucro Real

O lucro real é o regime geral para se calcular o imposto de renda devido e a contribuição social sobre o lucro líquido, IRPJ e CSLL respectivamente, das empresas. É um regime mais complexo em que a apuração do IRPJ e da CSLL se dá a partir do lucro contábil registrado, sofrendo ajustes de acordo com o que diz a legislação. Esse acerto inclui as adições e exclusões fiscais observadas no período.

Há também a possibilidade de que a empresa registre prejuízo e, nesse caso, o imposto de renda não deverá ser pago. Por isso, esse regime costuma ser vantajoso para negócios que operam com margens negativas ou muito baixas.

Mas, para se tomar essa decisão, é preciso fazer o estudo também do PIS e a COFINS, já que eles são impactados pelo regime escolhido. As alíquotas são consideravelmente maiores (1,65% e 7,60%, respectivamente) em virtude da chamada não cumulatividade. Esses percentuais mais altos são compensados pela possibilidade de deduções como aluguéis pagos a outras empresas, taxas de leasing, dentre outros.

Existem algumas empresas que são obrigadas, por lei, a adotar o regime de lucro real, não cabendo escolha. Entre elas estão os bancos dos mais diversos tipos, e organizações que obtêm lucro com atividades diretamente exercidas no exterior (o que não é o caso de empresas exportadoras).

Lucro Presumido

O lucro presumido é um regime relativamente mais simples de se calcular o IRPJ e o CSLL nas empresas. Os percentuais são aplicados sobre a receita operacional bruta (ROB), somando-se a ela outros faturamentos como receitas financeiras e valores oriundos, por exemplo, de aluguéis.

Dessa forma, não se considera o lucro contábil e sim uma estimativa aproximada a partir de percentuais pré-definidos conforme a atividade. Há também diferenças nesses percentuais em se falando de IRPJ e CSLL. Por exemplo, no caso dos prestadores de serviço, o lucro é estimado em 32% da ROB para o cálculo de ambos. Já nas empresas comerciais, o valor é de 8%.

Nenhuma empresa é obrigada a adotar esse regime. Por isso, é importante fazer a avaliação tributária e avaliar em que casos ele é mais vantajoso.

Principais diferenças entre lucro real e presumido

Como vimos, excetuando alguns tipos de empresas que têm obrigação legal de adotar o regime de lucro real.

O cálculo do lucro real é mais complexo, pois depende da apuração de todo o demonstrativo do resultado do exercício (DRE) e de uma correta apuração contábil. Ele dá margens para que se tenham mais dificuldades junto a eventuais fiscalizações.

Já o lucro presumido é mais fácil de ser calculado, pois é independente do apontamento dos custos e das despesas. Porém, é importante ficar atento já que, nas empresas com margens baixas, ele tende a ser um regime no qual se pagará mais impostos. O mais importante é fazer uma análise da questão tributária do negócio para aproveitar os benefícios daquele regime que seja mais apropriado.

E se você precisar de ajuda para decidir entre lucro real ou presumido, ou mesmo para rever o sistema que está adotando, a X7 Consultoria conta com toda a expertise para te dar o suporte nessa questão. Contamos com um time experiente e preparado, voltado a buscar as melhores soluções tributárias para nossos clientes.Entre em contato conosco!

Gestão Empresarial

Diagnóstico empresarial: Guia definitivo para realizar.

diagnóstico empresarial

A sua empresa estagnou no tempo e não apresenta resultados, mas você não sabe onde estão os gargalos e os desequilíbrios? Apesar de ser comum, essa situação é mais prejudicial para a saúde do seu negócio do que você imagina — principalmente se os problemas não forem identificados e resolvidos em tempo hábil. Portanto, para fazer isso é necessário um diagnóstico empresarial.

Esse levantamento completo sobre processos, estratégias e a realidade de uma empresa servirá como norte para os procedimentos decisórios e para eliminar qualquer desarmonia que esteja inviabilizando os resultados, o crescimento e as suas atividades.

Dada a importância de um diagnóstico empresarial completo, confira neste guia do que se trata essa avaliação e como colocá-la em prática para evitar problemas irreversíveis no seu negócio. Boa leitura!

O que é diagnóstico empresarial?

Um diagnóstico empresarial é uma metodologia feita para avaliar a situação geral de um empreendimento. Por meio de algumas ferramentas é possível fazer análises técnicas, tanto quantitativas quanto qualitativas, para entender a fundo o desempenho de uma empresa, possíveis gargalos ou setores que precisam de melhorias.

Podemos comparar esse diagnóstico empresarial com o check-up que fazemos quando vamos ao médico — sendo que essa avaliação aprofundada e minuciosa orienta os gestores sobre o que realmente importa, ou seja, sem gasto de tempo ou recursos com processos ou áreas pouco relevantes.

Para esse estudo é feita uma análise sistêmica que busca informações desde o início das atividades da empresa, para que todos os problemas ou sinais de possíveis prejuízos possam ser revelados, bem como as suas causas.

Ao contrário do que grande parte dos gestores imaginam, o diagnóstico não deve ser feito somente quando a organização já está quase fechando as suas portas. Esse processo deve ser colocado em prática sempre que você:

  • perceber paralisação dos resultados;
  • desejar verificar a eficácia de estratégias e processos;
  • precisar avaliar as habilidades da sua equipe de trabalho;
  • identificar lacunas e demandas de mercado.

Qual a importância de fazer um diagnóstico empresarial?

Assim como nós ficamos doentes, fragilizados e temos nossos momentos de fraquezas, as empresas também passam por problemas em sua saúde financeira, operacional e administrativa.

Nesse caso, o diagnóstico empresarial será responsável por identificar as possíveis debilidades, oportunidades, gargalos e ameaças. Isso permite que planos de ação sejam traçados antes mesmo de haver grandes e irreversíveis prejuízos.

Por meio dessa “avaliação 360º” não é feita somente uma análise financeira da empresa — que por si só já pode revelar diversos desequilíbrios —, mas de todos os processos internos e externos.

A importância de buscar por esse estudo organizacional está exatamente em adquirir informações para solucionar erros e instabilidades que estejam impedindo o crescimento do negócio ou a continuação das atividades.

Evidenciar as desarmonias estruturais e processuais de uma empresa e cruzar com a realidade de mercado é uma ação indispensável para orientar sobre o caminho que deve você seguir na sua gestão e os objetivos da empresa, de acordo com a realidade em que ela se encontra.

Vale ressaltar também que, apesar de os momentos de fragilidade serem o foco principal de eficiência do diagnóstico empresarial, os seus benefícios não se resumem a solução de gargalos.

Quando o seu diagnóstico está em dia é possível identificar forças e fraquezas da sua empresa em relação ao mercado e à concorrência. Com essas informações, você terá embasamento para orientar as suas decisões e a sua equipe, de modo que as oportunidades sejam aproveitadas e os pontos fracos solucionados.

O que um diagnóstico empresarial eficiente pode proporcionar para a empresa?

Cada empresa tem o seu modo de operar e as suas particularidades. Por isso, dificilmente existem fórmulas e soluções prontas para resolver os desequilíbrios de uma organização. Aliás, o primeiro desafio está ainda em identificar os problemas!

Entenda como o diagnóstico pode atuar na sua empresa e confira os resultados proporcionados por essa avaliação.

Define os fatores prioritários na administração

Organizar e estabelecer as prioridades de gestão é algo necessário para não desperdiçar recursos financeiros e de tempo em processos que, no momento, não são prioridades.

Entretanto, para que isso seja possível, você precisa identificar as áreas críticas da empresa e que estão mais fragilizadas — e é aí que o diagnóstico empresarial começa a atuar.

Por meio de uma avaliação sistêmica e completa, os gestores terão dados, informações e valores para justamente identificar quais são esses setores que passam por emergências e precisam de planos de ação.

Definir os fatores prioritários da sua administração é o primeiro passo para traçar estratégias que objetivam a restauração do seu equilíbrio. Assim, não se corre o risco de atuar em aspectos que não geram tantos resultados ou que não estejam em estado de alerta.

Estuda profundamente os setores

O diagnóstico empresarial é a ferramenta que estuda atividade por atividade, setor por setor e processo por processo. Com esse instrumento é feito um estudo sistêmico e dinâmico sobre tudo o que envolve o seu negócio. É como fazer um raio x da sua empresa, a fim de enxergar profundamente tudo o que vem acontecendo.

Com as informações e resultados desse estudo, além de identificar fraquezas e pontos fortes, você terá dados para traçar estratégias que trabalhem para reduzir custos operacionais.

Essa utilização eficiente dos recursos e eliminação de desperdícios de dinheiro também gera importantes meios para melhorar o fluxo de caixa. Em consequência, os planejamentos estratégico e financeiro serão mais acertados, de modo que se tenha melhor visão sobre faturamento, capital de giro e lucratividade.

Levanta indicadores da empresa

Muito se fala sobre a importância de investir em bons softwares para a coleta de dados e indicadores do negócio. Essa é uma estratégia indispensável considerando a necessidade de automação por parte das empresas, o aumento da concorrência e o cenário econômico extremamente volátil.

No entanto, de nada adiantará ter os melhores sistemas se você não levanta, trata e utiliza as informações, valores e dados gerados pelos indicadores a favor da sua empresa. Um dos procedimentos realizados durante um diagnóstico empresarial é a análise das métricas mais relevantes para a atual situação do negócio.

Para tanto, podem ser levantados desde Indicadores-chave de desempenho (KPIs) sobre satisfação dos clientes até sobre a sua lucratividade. Para não perder tempo e recursos avaliando dados que não sejam tão relevantes, é importante priorizar aqueles que são cruciais para o seu negócio e que influenciam a rotina e o progresso da empresa.

Entre os KPIs mais importantes destacamos duas métricas fundamentais. Em primeiro lugar, os indicadores de estratégia, que possibilitam avaliar se os objetivos e planos de ação de médio e longo prazo estão caminhando conforme o esperado. Em segundo, temos os indicadores de processos que são usados para estudar a rotina interna do negócio, incluindo a performance da sua equipe e das ferramentas.

Mensura o crescimento da empresa

Para medir o crescimento da sua empresa não basta levantar dados sobre a captação de clientes ou simplesmente se orientar pelo faturamento. Aliás, existem empresas que faturam, mas não lucram!

Os resultados positivos e a taxa de crescimento de um negócio requerem uma análise de dados sobre o último ano, principalmente para levantar informações sobre a receita, sua participação no mercado — market share — e sobre o alcance das suas estratégias e objetivos.

Considerando que o diagnóstico empresarial mapeia toda a sua organização, identifica desfalques e oportunidades, será possível ter informações suficientes para mensurar se o negócio apresentou crescimentos, se está estagnado ou se teve resultados negativos.

Analisa a viabilidade financeira

A análise de viabilidade financeira é um estudo que visa avaliar se determinada atividade é rentável e viável para a empresa ou não. Para isso, é feito um balanço sobre o investimento necessário e o retorno que ele oferece.

Por via de regra, se os custos forem menores que a receita gerada é sinal que a atividade ou investimento são benéficos para o seu negócio. Entretanto, se os recursos necessários forem maiores que o retorno é sinal de prejuízo.

Para colocar essa análise em prática é necessário fazer o diagnóstico das suas receitas, do seu capital de giro, dos processos internos e do mercado. Somente com essas informações é possível chegar ao breakeven — que é o tempo em que os custos começam a gerar lucro.

Possibilita mais agilidade para a competitividade

Além de solucionar desarmonias financeiras e processuais, o diagnóstico empresarial possibilita maior competitividade ao seu negócio. Isso acontece pelo fato de que você terá domínio das suas fraquezas e dos pontos fortes do seu negócio, além de poder identificar com antecedência as oportunidades de mercado.

Tudo isso, em conjunto com estratégias para fidelização de clientes e boas campanhas de marketing, é possível sair na frente da disputa acirrada que existe em qualquer tipo de setor. Entretanto, é fundamental conhecer o seu mercado de atuação, uma vez que o cenário tem sido de volatilidade e imediatismo.

Revisa a sua gestão fiscal e tributária

Você sabia que muitas empresas pagam mais impostos do que realmente precisam? O Brasil já é mundialmente conhecido por ser um dos países com o sistema tributário mais complexo. Afinal, além dos diversos tributos e obrigações acessórias, as leis são alteradas frequentemente.

Em razão dessa complexidade, é comum que os setores contábeis das empresas se percam e paguem mais do que o necessário, sendo que isso é extremamente prejudicial para a área financeira.

O diagnóstico empresarial também atua fazendo uma revisão da sua gestão fiscal e tributária, a fim de identificar possíveis aplicações da elisão fiscal. Desse modo, o seu negócio ficará legalmente dentro do formato mais adequado.

Como fazer o diagnóstico empresarial em 3 passos?

O sucesso do seu diagnóstico empresarial depende diretamente de um processo de implantação bem estruturado. Confira os principais passos para começar o raio x do seu negócio!

1. Analise a situação

Como o diagnóstico atua em diversas áreas de uma empresa, é necessário fazer um apanhado para coletar o máximo de dados e informações sobre atividades, setores e processos. Para isso, reúna documentos contábeis e financeiros, relatórios, busque por indicadores e informações coletadas dos seus sistemas.

2. Descreva os problemas

Após reunir todos os resultados e dados da sua empresa e analisá-los, você já terá uma ideia sobre o que não vai bem. Então, o próximo passo será descrever os desequilíbrios identificados, para que se possa identificar a causa e possíveis soluções.

3. Proponha estratégias para solução

Com a empresa mapeada e os problemas identificados, é o momento de traçar as soluções e planos de ação para contornar a situação. Para tanto, é importante ter em mente que as medidas de intervenção não apresentarão resultados do dia para a noite.

É necessário pensar em estratégias bem desenhadas e que estejam de acordo com a situação e condições financeiras da empresa. A fim de que as medidas sejam eficientes é preciso contar com toda a sua equipe, tanto para propor as medidas quanto para colocá-las em prática.

Por que vale a pena contar com uma consultoria especializada na realização do diagnóstico empresarial?

A rotina de empresários e gestores é bem conturbada e corrida. Ao mesmo tempo que precisam propor soluções para os gargalos, é necessário manter as atividades em funcionamento.

Nem sempre os profissionais responsáveis por essa administração têm conhecimentos suficientes para fazer um diagnóstico empresarial aprofundado sobre a empresa. Afinal, além de processos internos, é preciso estudar o mercado e alguns outros procedimentos externos.

Exatamente por isso é que a melhor solução é contar com uma consultoria especializada nesse tipo de estudo. Os profissionais estão atualizados sobre metodologias, estratégias e os acontecimentos do mercado. Com uma visão ampla e neutra — não há intervenção sentimental, como pode acontecer com gestores e empresários —, os consultores conseguem identificar problemas e orientar sobre as melhores soluções com mais praticidade.

Para isso, uma consultoria especializada faz um verdadeiro mergulho nas suas finanças, no setor contábil, de pessoas e em todas as operações que estão ativas.

A X7 Consultoria tem mais de 12 anos de mercado e é especializada em fazer diagnóstico empresarial nos mais variados segmentos. Com consultores especializados, você poderá contar não somente com a análise da situação da sua empresa, mas também em assuntos societários, tributários, contábeis, de custos e demais soluções que envolvem os resultados de um negócio.

O diagnóstico empresarial é uma ferramenta que deve ser feita por todo tipo de empresa, independentemente de estar passando por momentos de dificuldades ou não. Por meio desse exame completo é possível alavancar o negócio! Para isso, conte com consultorias especializadas e com processos atualizados.

Precisa fazer um diagnóstico na sua empresa a fim de identificar fraquezas e oportunidades? Entre em contato conosco e converse com um de nossos consultores para conhecer os nossos serviços!

Gestão Contábil e Financeira

Gestão de custos: tudo o que você precisa saber agora!

Gestão de custos

Dentre os processos que precisam ser bem desenvolvidos para que uma empresa tenha sucesso, a gestão de custos é, certamente, um dos mais importantes. É por meio dela que é possível avaliar todos os componentes que influenciam de forma direta ou indireta na formação do preço de fabricação de um produto ou da prestação de um serviço.

Neste artigo, reunimos as principais informações sobre a gestão de custos para que você possa evoluir na administração de seu negócio. Continue a leitura!

O que é a gestão de custos?

A gestão de custos é o processo de planejar e controlar o orçamento de um negócio. O gerenciamento de custos pode ser entendido também como um dos métodos de contabilidade gerencial. Por meio de sua adoção, é possível que uma empresa consiga prever gastos, ajudando a reduzir a chance de exceder o orçamento.

É normal ter um modelo geral de gerenciamento dos custos pensando no negócio como um todo, mas também é possível empregar planos para o controle desses gastos em projetos específicos.

A implantação de uma estrutura de gerenciamento de custos ajuda a empresa a manter seu orçamento geral dentro dos limites estabelecidos. Os apontamentos podem seguir diversas metodologias e utilizar ferramentas mais básicas, como apontamentos feitos de maneira manual ou utilizando sistemas computadorizados avançados.

A gestão de custos abrange uma série de atividades e está relacionada ao processo de encontrar os meios mais econômicos para agregar valor àquilo que for comercializado pela empresa, seja em termos de produtos ou serviços. Inclui as projeções de gastos, os tipos de tributos incidentes, o cálculo dos rateios do que é fixo e a apuração correta do que é variável.

Normalmente, as empresas utilizam os períodos de apuração contábil para consolidação dos valores. Porém, a gestão de custos deve ser um esforço contínuo. É um trabalho realizado de maneira rotineira — ela vai além da apuração em si dos resultados, já que deve abordar também as ações voltadas à racionalização e à inteligência nos gastos.

Qual a importância da gestão de custos na empresa?

O objetivo principal da gestão de custos é garantir o planejamento adequado de capital para que seja possível sustentar as atividades do negócio. Dessa forma, a empresa pode contar com fundos da fonte certa, pelo valor justo e no momento necessário para conseguir se manter ativa no mercado, entregando aquilo que seus clientes querem comprar.

No geral, as atividades financeiras passaram por várias mudanças ao longo do tempo e, com isso, a gestão de custos foi se tornando ainda mais relevante. Imagine um setor em que os preços de venda já estão estabelecidos, em que é muito difícil se diferenciar a ponto de vender por valores mais altos. Com certeza, nesse cenário, a empresa mais competitiva será aquela que conseguir produzir gastando menos, pois, assim, será a que terá margens mais altas.

A gestão de custos é determinante no sucesso nos negócios. Afinal, ela torna possível aumentar a eficiência no uso dos recursos disponíveis, sejam eles colaboradores, materiais ou equipamentos. Assim, tem influência direta no desenvolvimento e na expansão das operações. Podemos dizer que ela ajuda também na tomada de decisão, fornecendo dados para uma análise científica de fatos e números.

Isso permite avaliar e aumentar a lucratividade das iniciativas nas circunstâncias dadas, a fim de que escolhas apropriadas sejam feitas, minimizando os riscos. Isso é possível uma vez que a gestão de custos está no centro do trabalho da mensuração do desempenho. Ela integra a parte financeira à operacional. Com isso, aqueles envolvidos com essas atividades conseguem exercer papel consultivo, aconselhando a alta direção em relação à situação dos gastos necessários para a execução de cada procedimento.

Por meio da gestão de custos, pode-se otimizar os processos de uso dos insumos e equipamentos disponíveis. De fato, o insucesso de uma empresa de negócios nem sempre é resultado de suas políticas de vendas. O problema pode ser interno e relacionado à alocação do capital. Esse gerenciamento quando feito de maneira eficaz aumenta a produtividade e os retornos dos investimentos.

Como fazer uma boa gestão de custos?

A gestão de custos inclui uma série de atividades e deve ser vista como um processo contínuo. É preciso compreender os componentes geradores, trabalhar na dimensão orçamentária, acompanhar e controlar, além de propor iniciativas para que os gastos sejam mais eficientes e atendam às expectativas do negócio.

Entenda os custos da empresa

Uma das primeiras etapas no desenvolvimento de um plano de gerenciamento de custos é estabelecer o escopo daquilo que será avaliado. Isso fornece a base para que o processo aconteça de maneira integrada, com menores possibilidades de erros e abrangendo, de fato, todas as operações que precisam ser consideradas.

Essa etapa pode incluir também a analise de como os elementos geradores de custos se comportam ao longo do tempo e o consequente estabelecimento de um orçamento, que permitirá melhores aquisições e controle do estoque conforme os meses vão se sucedendo. É preciso entender:

  • quais são os recursos;
  • quais são as matérias-primas necessárias;
  • quem são os fornecedores;
  • o quanto se gasta para produzir cada unidade;
  • quais são os eventuais ganhos de escala que estão associados ao seu processo produtivo.

Tudo isso envolve um diagnóstico extenso de todo o seu pessoal, maquinário, itens armazenados e contratos futuros. Essa estimativa é essencial para determinar as quantidades de recursos necessários para cada atividade, em cada produto — quantas horas são gastas, quais as ferramentas necessárias e qual o consumo real de materiais. É importante também avaliar as disponibilidades e as limitações dos seus processos, considerando as diversas circunstâncias como sazonalidade, promoções de marketing, entre outros.

Faça um levantamento dos custos

A estimativa de custos é o processo preditivo usado para quantificar, custar e precificar os recursos necessários a fim de que seja possível executar as operações definidas. Envolve a aplicação de técnicas que convertem informações em valores quantificáveis a respeito dos ativos e demais recursos, determinando quanto foi gasto para se gerar cada unidade produzida.

Essa estimativa deve ser feita sempre que houver um projeto de produção novo. Depois, precisa ser constantemente avaliada e ajustada, conforme o que se apresentar na prática. Na medida em que o nível de entendimento dos geradores de custo aumenta, os métodos para a estimativa e posterior apuração se tornam mais apurados e capazes de indicar, com exatidão, quais são os custos reais. É um trabalho fundamental, pensando na gestão de custos como um fator estratégico para o negócio.

Saiba negociar com fornecedores

No dia a dia de uma empresa, tudo o que você compra de seus fornecedores tem impactos diretos no sucesso de suas operações: tanto em termos de matérias-primas quanto de equipamentos que precisam ser substituídos ou, ainda, nos casos de expansão, até os serviços variados que eles podem prestar para você.

É papel fundamental dos responsáveis pela gestão de custos ter isso em mente e atuar, de maneira incisiva, para que as negociações sejam sempre as mais favoráveis — tanto em termos de descontos nos preços quanto avaliando melhores prazos para o pagamento. Pode-se buscar uma interface com a gestão de estoques e analisar possibilidades de compra de lotes maiores, por exemplo.

Utilize a tecnologia a favor

Dependendo do tamanho e da natureza de sua empresa, a gestão de custos pode ser um processo pouco trivial. Ela demanda dados com altos níveis de certeza, o que nem sempre pode ser conseguido de maneira manual.

A transformação digital está auxiliando muito nesse quesito. Hoje, diversas operações são automatizadas e há sistemas que fazem a apuração das informações em tempo real e online. É interessante ficar atento às necessidades de seu negócio e buscar sistemas que possam dar esse suporte, prezando sempre pelo custo-benefício com soluções que estejam dentro de sua realidade.

Outras dicas

É preciso se aprimorar nas técnicas e nas ferramentas que melhoram o planejamento do uso de recursos, bem como a própria apuração dos custos em si. Por exemplo, existem diversos critérios de rateio e distribuição de custos, dependendo de como suas operações são realizadas. É preciso encontrar aqueles que mais se adéquam dentro do seu contexto.

A coleta de dados históricos de custos ajuda a avaliar o desempenho e, assim, tomar as medidas necessárias, implantando ações de melhoria. Sem ela, as decisões certamente serão tomadas apenas com base em opiniões pouco fundamentadas. Por isso é tão importante planejar os modos da medição do seu progresso, estabelecendo um controle adequado e fidedigno.

Quais os benefícios de fazer uma boa gestão de custos na empresa?

Não é fácil competir no mercado atual. O aumento dos preços associados à operação de uma empresa também é algo que não facilita as coisas. Logo, o controle de custos é uma das melhores maneiras de manter seus negócios em forma e continuar com bom desempenho em diversos ambientes econômicos. Veja os principais benefício dessa boa prática!

Diminui riscos do negócio

Ao conhecer os custos, é possível fazer um planejamento de longo prazo mais eficiente — investir no aumento da produtividade e, assim, buscar maior participação. Sem uma gestão bem-feita, qualquer investimento nesse tipo precisará contar com a sorte para dar certo.

Muitas empresas fazem escolhas erradas, tentando melhorar determinadas áreas que não deveriam ser prioridade ou mesmo querendo crescer sem ter as devidas competências para tal. A gestão de custos é uma excelente forma de se compreender quais são os riscos envolvidos em cada movimento corporativo.

Aumenta a competitividade da empresa

A gestão de custos pode ajudar a compreender quais são os limites que você pode adotar em suas práticas de negócio, por exemplo, se pensarmos na disputa concorrencial. Muitas vezes, outro player do mercado pode adotar preços muito baixos e, se você não domina seus custos, pode tomar uma decisão errada tentando competir com ele nesse critério.

Ao contrário, se você tem uma boa compreensão de quais são seus geradores de custos, vai conseguir trabalhar com as margens certas e buscar uma posição de destaque junto aos consumidores.

Ajuda a atingir a eficiência

Um dos principais benefícios de implantar a gestão de custos é a expectativa de reduzir os gastos gerais da sua empresa. Afinal, só é possível cortá-los ou reduzi-los se você os conhecer. Certo? Pode ser que determinada linha de produção tenha níveis de eficiência mais altos que as outras e, sem o controle, você não terá esse entendimento.

A gestão de custos pode dar o suporte ideal para identificar claramente as atividades que funcionam sem problemas e que se mantêm dentro do orçamento projetado daquelas que estão constantemente falhando e consumindo recursos extras. Além disso, melhora sua capacidade de comprar melhor, uma vez que conseguirá monitorar as maiores recorrências e buscar os melhores preços e contratos em cada caso.

Outros benefícios

Ao prever corretamente os custos, você pode melhorar também suas projeções de receitas e de lucro. E isso é decisivo para o crescimento de suas operações. A gestão de custos ajuda a executar as ações necessárias a fim de garantir que os recursos e operações de negócios visem atingir os objetivos e metas definidos. Ademais, tem um papel importante no entendimento das tendências de mercado. Quando você identifica a possibilidade do aumento do preço de determinado insumo, já pode se preparar para definir qual será sua estratégia.

Como uma empresa especializada pode ajudar na gestão de custos?

As empresas de consultoria gerencial são parceiras que trazem grande know-how a respeito de algum processo corporativo. No caso da gestão de custos, contar com uma organização que faça esse tipo de trabalho é uma atitude decisiva em diversos pontos.

A proposta vai desde a correta identificação e classificação dos custos, mapeando todos os geradores, até as estratégias que serão adotadas para reduzir os gastos e otimizar a utilização dos recursos. É um tipo de transferência de conhecimento muito útil para quem quer aprender rápido e parar de deixar dinheiro na mesa.

Hoje é cada vez mais comum buscar opções de outsourcing, terceirizando partes dos processos de suporte para se focar apenas naquilo que está no chamado “core business”. É uma ação que ajuda bastante, e, no caso da gestão de custos, a consultoria consegue auxiliar inclusive naquilo que está no centro das operações do seu negócio, que é o processo produtivo.

Como escolher uma empresa parceira para gerir os custos da empresa?

Para buscar um prestador de serviços que possa contribuir efetivamente com a sua gestão de custos, é fundamental estar atento à proposta de valor oferecida. Isso inclui não apenas o preço cobrado pela consultoria, mas a experiência envolvida e as atividades que serão terceirizadas. Busque por referências no mercado e por indicações!

A X7 Consultoria oferece o que há de mais avançado para a gestão de custos e outros serviços. Contamos com profissionais gabaritados e experientes para atender os mais diversos setores de negócios. Buscamos trabalhar com excelência, obtendo reconhecimento de nossos clientes pela qualidade, ética e resultados. Que tal nos conhecer um pouco mais? Visite nosso site para saber mais!

Gestão Contábil e Financeira

Ponto de equilíbrio contábil, saiba o que é e como chegar!

Ponto de Equilíbrio Contábil

O Ponto de equilíbrio contábil é um índice que permite ao empreendedor saber quanto deve ser faturado para que um negócio tenha resultados positivos. Esse é um conceito que não pode ser ignorado, uma vez que ajuda a empresa a aumentar seus lucros e a colher bons frutos.

Se você deseja melhorar a gestão contábil e financeira de sua empresa, continue lendo este artigo em que apresentamos o que é um ponto de equilíbrio contábil, os fatores que influenciam sua fórmula e, no fim, como fazer o cálculo no campo prático. Confira!

No que consiste o equilíbrio contábil?

Primeiramente é interessante saber que trata-se da quantidade de produtos ou serviços que precisam ser vendidos para arcar com todas os gastos fixos e variáveis do negócio. O resultado é nulo, consistindo em um ponto de referência para que os gestores saibam quanto precisam vender para, então, poder lucrar.

É o tipo mais utilizado pelas empresas e objetiva encontrar o faturamento ideal para cobrir os gastos do negócio. Valores acima desse ponto indicam que a empresa começou a ter lucro.

Existem outros tipos de ponto equilíbrio que não devem ser confundidos com o contábil, são eles:

  • financeiro: semelhante ao contábil, mas exclui a depreciação dos ativos e outras despesas não desembolsáveis, como amortização e exaustão;
  • econômico: aqui é acrescentado o custo de oportunidade, que é a margem de ganho de quem investe no negócio.

Quais são os fatores que envolvem o ponto de equilíbrio contábil?

Antes de calculá-lo, é preciso conhecer os tipos de gastos que envolvem o equilíbrio contábil, também conhecido como break-even point. Veja nos tópicos a seguir como você pode diferenciá-los.

Custos fixos e variáveis

Os custos são todos os gastos diretamente relacionados à produção, sendo que os fixos são todos aqueles que se mantêm inalteráveis independentemente da quantidade de bens produzidos ou vendidos. Alguns exemplos são:

  • salário dos colaboradores;
  • aluguel do estabelecimento;
  • aluguel de equipamentos usados na produção.

Já os custos variáveis são aqueles que sofrem alteração de acordo com a produtividade da empresa, como:

  • horas extras;
  • energia elétrica gasta na produção;
  • bônus por produção dos funcionários;
  • compra de insumos.

Despesas fixas e variáveis

Em contraste aos custos, as despesas não são ligadas à produção de bens nem à atividade-fim da empresa. Exemplos de despesas fixas são:

  • contas de internet e telefone;
  • salários da administração;
  • serviços de marketing ou contábeis.

Quanto às despesas variáveis, podemos citar:

  • comissões de vendas;
  • tributos;
  • fretes e logística para entrega de bens.

Margem de contribuição

A margem de contribuição diz respeito à receita líquida das vendas (receita bruta menos devoluções e abatimentos) menos os custos e despesas variáveis. Em outras palavras, consiste no lucro antes dos custos e despesas fixas. Podendo ser resumida na fórmula:

Margem de contribuição (MC) = valor das vendas (receita ou PV) – (custos variáveis + despesas variáveis)

Como funciona o cálculo do ponto de equilíbrio contábil?

A fórmula para calcular o ponto de equilíbrio contábil é a seguinte:

Ponto de equilíbrio contábil = custos e despesas fixas/margem de contribuição.

Imagine que uma empresa venda seus produtos a R$ 40,00 cada. O custo de produção é R$ 15,00, junto a R$ 10,00 de despesas variáveis. Por fim, há um gasto fixo de R$ 3.000,00. É preciso calcular a margem de contribuição sobre cada venda:

MC = PV – (CV + DV)

MC = R$ 40,00 – R$ 25,00

MC = R$ 15,00

Com isso, basta calcular o ponto de equilíbrio contábil:

Ponto de equilíbrio contábil = R$ 3.000,00 / R$ 15,00

Ponto de equilíbrio contábil = 200

O resultado indica que é necessário vender, no mínimo, 200 unidades para que o faturamento cubra os custos e as despesas.

O gestor que sabe calcular o ponto de equilíbrio contábil consegue garantir a sobrevivência da sua empresa no mercado. Entretanto, é necessário ter o apoio de uma consultoria especializada em finanças e contabilidade para identificar e classificar os gastos corretamente, calcular os tipos de pontos de equilíbrio e interpretar os resultados.

É crucial que você entenda a real importância da ajuda dos profissionais para alcançar sucesso do negócio. Entenda melhor por que a consultoria especializada faz toda a diferença para a gestão do negócio!

Quer mais informações? Podemos te ajudar! Clique aqui e nos envie uma mensagem.

Gestão Fiscal e Tributária

Imposto de renda pessoa jurídica (IRPJ): Como funciona?

Imposto de Rende Pessoa Jurídica

Um dos impostos que mais impactam as finanças de uma empresa é o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). Ele tem regras bastante complexas, mas ainda é crucial que os empreendedores entendam sobre o assunto para garantir a regularidade do seu negócio.

Para auxiliá-lo mais no assunto, explicamos as diferenças entre o imposto para pessoa jurídica e física, como calcular o IRPJ e qual é a importância dos contadores na declaração. Confira!

Quais são as diferenças entre o IRPJ e IRPF?

As normas do imposto de renda para pessoa física (IRPF) são diferentes do IRPJ. Entenda as dissemelhanças abaixo.

Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)

Esse é um tributo federal, administrado pela Receita Federal do Brasil e obrigatório para as empresas, não sendo aplicado as instituições de caráter recreativo, cultural, científico ou filantrópico e associações civis sem fins lucrativos.

Seu fato gerador (ação que gera a obrigatoriedade do assunto) é a obtenção de receitas e sua base de cálculo é o faturamento (receita bruta para o Lucro Presumido, Receita Liquida para o Lucro Real ou todas as entradas de capital) da organização.

Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)

Essa é a versão do imposto de renda que incide sobre os rendimentos de pessoas físicas, incluindo Férias, 13º Salário, Horas extras, Prêmios, Etc. Com a retenção do IRRF nasce a obrigatoriedade de entrega da Declaração do IRPF é obrigatória para o indivíduo que:

  • teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 no ano;
  • auferiu mais de R$ 40 mil no ano;
  • realizou alienação de bens;
  • possuiu bens com valores acima de R$ 300 mil;
  • investiu em fundos; entre outras regras.

É importante separar as contas da empresa e dos empreendedores, caso contrário esses últimos poderão ter problemas ao fazer a declaração. Se um sócio pessoa física retira pró-labore da empresa e é retido Imposto de Renda, este sócio  tem a obrigação de entregar a DIRPF anualmente, veja que não tem nada a ver com o IRPJ da empresa.

Como é calculado o Imposto de Renda Pessoa Jurídica?

O cálculo é diferente conforme o regime tributário escolhido pela empresa, que são Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Entenda abaixo.

Simples Nacional

Esse é um regime exclusivo para microempresas e empresas de pequeno porte aquelas que faturam mais de R$ 4,8 milhões anualmente, sua forma de tributação é simplificada e as alíquotas são reduzidas.

Diversos tributos (incluindo o IRPJ) são unificados em uma única GUIA, que é paga por meio do Documento de Arrecadação do Simples (DAS). Para encontrar a parcela da alíquota relacionada ao IRPJ, é preciso solicitar que o seu contador abra o PGDAS.

Lucro Real

Nesse regime, o IRPJ incide diretamente sobre os lucros tributáveis de uma organização. Sua alíquota é 15% com um adicional de 10% para as parcelas do lucro superiores a R$ 20 mil mensais ou R$ 240.000,00 por ano. O tributo pode ser apurado mensalmente (Balancete de Suspensão e Redução), Trimestral ou Anual.

Por exemplo, se uma empresa lucrou mais de R$ 187.500,00 no mês de Janeiro o IRPJ será de 15% sobre R$ 187.500,00 = R$ 28.125,00 + um adicional de 10% sobre R$ 167.500,00 = R$ 16.750,00, perfazendo um montante total de IRPJ no valor de R$ 44,875,00.

Lucro Presumido

O cálculo dos tributos do Lucro Presumido ocorre diferentemente do Lucro Real: primeiro se presume que a empresa reserva um percentual do faturamento para os lucros, o que é feito a partir de uma tabela legal que vai de 1,6% a 38,4% conforme a atividade da organização.

Será a partir do valor encontrado que incidirá o IRPJ, com a mesma alíquota do Lucro Real. Imagine uma empresa de comércio (presunção de 8%) que fatura R$ 240 mil anualmente, o cálculo do IRPJ será o seguinte:

IRPJ = (8% x 15%) x 240.000,00

IRPJ = 1,2% x 240.000,00

IRPJ = 2.880,00

Lembre-se que a apuração do IRPJ nesse regime ocorre trimestralmente, não tendo as opções do Lucro Real.

Atenção ao adicional de IRPJ, pois existirá a alíquota de 10%, sobre parcela do lucro presumido que exceder o valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 mensais ou R$ 60.000,00 por trimestre. (§ 1º do artigo 3º da Lei nº 9.249/95)

Qual é a importância do suporte contábil na declaração?

É preciso ter muito cuidado com a declaração dos SPED´S ECD e ECF, pois se elas forem enviadas com erros, atrasos ou informações de impostos a menos que o devido e não corrigidas a tempo a empresa poderá arcar com multas altíssimas .

Sua organização precisará da ajuda de contadores para garantir que a declaração seja feita conforme a lei, evitando problemas fiscais.

Toda empresa deve pagar o Imposto de Renda Pessoa Jurídica e enviar os SPED´S ECD e ECF, por isso é preciso que o empreendedor saiba como ele funciona. Mas não é fácil declará-lo, sendo crucial ter o apoio de profissionais especializados no assunto.

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